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Quanto custa ser atleta amador?

Buenas!!!
Quando um atleta decide treinar e competir regularmente, além dos limites físicos, terá como desafio o investimento no esporte. Mas afinal, quanto custa ser atleta amador?
Essa é uma pergunta que vai depender da modalidade. Parece óbvio, mas vamos iniciar assim.
Desde já, garanto que o investimento não dependerá exclusivamente de dinheiro. 
Podemos dividir os gastos em duas categorias: valores monetários e valores psicossociobiológicos.
Claro que a discussão conceitual pode ser maior, mas ajuda a tratar do assunto neste momento.

Valores Monetários
O seu orçamento irá limitar o esporte.
Fator decisivo: condição financeira ou oportunidade de apoio/patrocínio

São mais fáceis de contabilizar (não fáceis de pagar), seus valores são objetivos e serão levantados no planejamento inicial do treinamento. No nível amador, temos:
Equipamento: vai do nível mínimo até os acessórios. Informe-se sobre o material obrigatório para poder participar.
Inscrições para provas: o valor das inscrições são bem variadas. Eventos com maior estrutura ou mais cobiçadas são mais caras. Kits elaborados ou marketing agregam valor e por isso pesam mais. Além disso, temos provas com seguro incluído, o que é muito bom para o atleta e organizadores.
Mas atenção! Não pense somente em pagar menos. Consulte se a prova tem a estrutura mínima, como segurança de trânsito, apoio de equipe de saúde, hidratação/alimentação, etc.
Viagens e hospedagem: aqui é o ponto que define a realização esportiva e pessoal de um atleta amador. Atletas amadores, com objetivos participativos, aconselho investir no turismo esportivo. É muito bom levar sua família para viagens para competições, conhecer novos lugares, comidas típicas, é garantia de unir esporte e bons momentos com a família.
Por outro lado, para atletas com pretensões mais sérias, poder viajar será decisivo em limitar o sucesso esportivo. Quem não conhece algum atleta fantástico de sua cidade, ganha tudo e tem boas marcas, seu alcance vai depender do apoio financeiro para viajar e poder competir nas melhores provas para o seu nível. A forma mais efetiva de patrocinar/apoiar um atleta amador é custear uma viagem (passagem/alimentação/hospedagem).
Saúde: exames médicos, fisioterapia, alimentação adequada são formas de garantir a segurança do indivíduo, o esporte exige do organismo, não arrisque sua vida no esporte. Sua família é mais importante. Pense que fisioterapia pode ser o melhor investimento para garantir seu recorde. Longevidade no esporte passa pela boa manutenção da saúde, mais até que índices.

Valores psicossociobiológicos
Fator decisivo: disciplina.


Se o investimento monetário limita, o investimento psicossóciobilógico define a sua vida esportiva.
O seu maior capital esportivo tem que estar na sua vontade, disciplina, cuidados com a saúde, etc... Não são medidas em R$.
De nada adianta ter todo material esportivo, poder viajar, ter acesso aos melhores tratamentos, enfim, não ter problema com dinheiro, se você não tem vontade de treinar, cuidar da alimentação, e tal.
Sei que são infinitas as condicionantes, eis algumas:
Tempo de treino:  treinar exige que o atleta cumpra o mínimo de sua planilha para permitir que seu organismo suporte as provas. Superação e estupidez são próximos. Completar uma maratona ou triathlon de longa distância, sem o mínimo de treinamento, pode representar um risco desnecessário. Aquela imagem de atleta chegando no limite de suas forças é para quem treinou e tenta superar suas marcas. Não pode ser confundido com "tentativa de suicídio". Competitivo ou recreativo, o atleta tem que treinar e treinar é saber que tem que fazer o dever de casa.
vida social: coloco dois extremos atletas amadores de rendimentos - atletas amadores recreativos. Quanto mais próximo do rendimento, maior é o risco de dividir seu convívio familiar com o esporte. Tanto na quantidade quanto na qualidade. A saída com amigos é bem complicado.
Saúde: sim, ela de novo. Aqui eu coloco o quanto de sua saúde você vai investir. Voltando para os extremos, quanto mais próximo do rendimento, maior exigência física. Seu organismo será exposto à condições extremas e isso custa saúde. Neste extremo, esporte não é saúde. Isso mesmo, esporte é rendimento. Não acredita? Pergunte para um atleta se ele já treinou mesmo tendo uma lesão, dor ou contra indicação. Para o recreativo, invista nos treinos para as qualidades físicas básicas, embora pratique um esporte, complemente seu treino para fortalecer força, flexibilidade, aeróbico, coordenação e equilíbrio.
Psicológico: competir é muito bom. Seja contra outros ou contra você mesmo. Ter uma condição psicológica saudável pode ser a diferença entre sofrer ou curtir o esporte. Adversário não é inimigo. Não vale tudo por uma medalha. Torcer pela derrota dos outros não é vitória sua. Na minha opinião, a mente esportiva precisa ser treinada. Você verá que uma vitória vem depois de inúmeras derrotas. Esteja preparado para isso.


Para quem pensa em rendimento, os custos serão mais elevados. O maior investimento deve ser na disciplina e saúde, os recursos monetários poderão ser conseguidos com ajuda de terceiros, já a vontade, disciplina depende somente do atleta.
Por outro lado, o esporte recreativo pode ser o melhor investimento para a busca da qualidade de vida, saúde mental e física. Podemos pensar num investimento mínimo, que contemple saúde e material obrigatório (regras e segurança). A partir daí, o orçamento do atleta pode ser de acordo com suas possibilidades.
Concluindo, praticar um esporte precisa ser encarado como um investimento. E como tal, exige um planejamento de custos. Monetários ou psicossociobiológicos.
Identifique o seu perfil de atleta e bons treinos!!




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